Oiânnus carrú diboi
Pensannos tremda cidad
choranas pacham daterr
lembran nos povimdilá
ês pens quius ôins é dêis (4x)
vimbora pá-trabaiá
cávi tan quius prédiegrand
cantan naquespóin diôins
fazenum din-din pramim
ês pens quius ôins é dêis (4x)
voltanupa discan sá
usôin tam Chêipadaná
uns-réla só dissentá
usôtna bader naçam
ês pens quius ôins é dêis (4x)
pensannos povimdicá
sujannos ôin dissugerr
saudá dubarru dilá
senhôins! Icons pé-pandá
ês pens quius ôins é dêis (4x)
12 de fevereiro de 2009
11 de fevereiro de 2009
TUDJUNT
Quando a vida é “tudjunt”, as notícias vêm de dentro porque o universo de dentro é muito maior do que o de fora. As notícias de fora na verdade vêm da anisedade desse universo. Tudo está aí, sempre! Mas sempre é um pequeno item que precisamos enxergar com microscópio. Por isso surgiram as ciências. Pra que a gente possa observar o sempre que é bem pequeneninho. Dentro da gente existe um monte de sempres, querendo mandar notícias e como a gente não entende muito bem, fazemos reportagens sobre tudo o que está dentro. Na maioria das vezes o que está fora é pretexto pra isso. Como o nome já diz, um pretexto é um texto que vem antes. O texto mesmo na vida “tudjunt” tá lá dentro. E se você perguntar que notícias são essas... Sabe aquele dia em que você acordou e seus olhos não conseguiram abrir sozinho? E quando você descobriu que tinha um fio de cabelo que era maior do que todos, no braço? Você já contou quantas faixas brancas tem nas pistas e nas estradas? E ficou com medo de ter verruga na ponta dos dedos quando te pegaram contando as estrelas? Ou tenta gravar as placas dos carros que passam quando você faz uma viagem com a família cantando uma música-de-viagem- de-carro-com-família? A primeira vez que você decidiu escrever um diário é uma ótima notícia e vem bem lá de dentro. Um lugar que está guardado no momento em que você sorri ou um cheiro que você protege pra que ninguém te roube uma lembrança... Uma vida “tudjunt” precisa de muitas dessas notícias. Isso porque, me explicou um dia um cientista de cabelos brancos e de uma lingua enorme, que quando universos colidem, eles inventam e reinventam as notícias, tanto as de quem vê quanto as de quem é visto na hora da colisão. Eles criam notícias até depois do infinito, pra que assim o infinito não acabe...
10 de fevereiro de 2009
Qual o Tamanho do Céu?
Tem muito. Cabe em todo lugar e fica sempre lá em cima. É só olhar. Às vezes algumas nuvens quebradiças que parecem ladrilhos se confundem com o céu. Você tem a impressão de que o céu não é do tamanho que ele é. Parece todo partido. Parece quebrado, parece pequeno. Mas o céu é o céu e as nuvens nem sempre estão por aí. O céu cabe no azul todo que você vê pra cima. Ele é do tamanho da linha que começa quando você olha e continua até depois. Esse depois é o começo da linha dos olhos do outro que está lá do outro lado do mundo. O céu não pára. Se você for, ele vai, se você ficar ele não te espera. Quando você não consegue enxergar todo o céu, mesmo assim ele é do tamnho dos seus olhos. Ele não entra na sua casa, mas você pode chamá-lo com seu olhar. Aí ele entra. Naquele lugar em que você não conseguir mais olhar pra ver o tamnho dele, você pode pedir ajuda pra alguém que te mostre. Então o céu fica do tamanho da voz dessa pessoa. A voz pode ser do tamanho do céu quando está te contando. O céu não tem um tamanho específico, nem um geral. Ele é o próprio tamanho dele. De dia o céu é raso. De noite ele fundo. Mas é um fundo pra cima, lembre-se! É tão fundo que as vezes não dá pra ver, aí você se perde do tamanho do céu. Ele é também do tamanho de três letras. Mas esse pouquinho consegue cobrir a cabeça de todas as pessoas, plantas e bichos e coisas que vivem aqui na terra. Ele não cabe no bolso. Mas você pode levá-lo pra lá e pra cá, pra cima e pra baixo e também pra dentro e pra fora. Só não dá pra ficar com o céu. Ele é quem fica com você.
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