1 de junho de 2008

Bar Do Luiz

Todo mundo tem uma vontade. Eu tenho vontade de escrever sobre o Bar do Luiz, hoje.
Era 1996. Eu tinha 23 anos e já freqüentava os bares de Brasília havia algum tempo. O mais freqüênte, mais cômodo e mais corriqueiro era o Beirute. Tinha a ver com as razões ideológicas, as de moda e as de relações, afinal os amigos todos combinavam alguma coisa a partir do Beiras. E sempre tinha o alguma coisa. O que não estava programado, no entanto, era o não ter o alguma coisa, porque desse modo íamos acabar na 109 Sul. sem perspectivas para noite. Afinal, o Beirute fechava sempre e sistematicamente às 2h30 da manhã. Então a falta de plano ia nos levar sempre ao Bar do Luiz.
O Bar do Luiz ficava a umas 7 lojas acima do Beirute, onde hoje, obviamente, é uma loja de elétrica. Ali, não havia horário para terminar. O último cliente nem via o bar fechar. Ali o resto da noite terminava com as figuras menos preparadas e menos afim da noite. O descuido de uma noite mal planejada tinha destino certo.
O que ninguém sabia é que o Luiz em pouco tempo também nos deixaria como deixou o ARABESKE anos antes. O Luiz lutou, se esforçou por seu espaço na 109 Sul. Um lugar de direito, inclusive, tendo em vista sua relação histórica com o lugar, tendo em vista, seu histórico profissional como garçon do Beirute por mais de 14 anos. No seu próprio Bar tudo valia! Não havia fim de noite, não havia história importante. Todas eram válidas. E às seis da manhã talvez, um garçon fosse reclamar a hora de seu ônibus.
Hoje, nem me lembro onde morava na época em que freqüentava o Bar do Luiz no fim de noite do Beirute. Mas hoje, também morando na 713 Sul, sou frequentador assíduo no seu novo espaço na 513 sul há 4 anos, Com as histórias da Judith cliente fiel, Gaspar, garçon escudeiro, e Lígia, companheira inseparável de Luiz o freqüente salvador da noite dos brasilienses sem fim de noites.

9 comentários:

Marina Bártholo disse...

Agora já sei onde tem vida e cerveja depois das 2hs da matina!

Anônimo disse...

Então, precisa corrigir a ortografia. O estilo é supimpa, e aguardo ansioso as histórias de fim de noite na 503 sul e do agora famoso bar do luiz!

Thiago de Andrade disse...

Massa, Marcelo!

Lê-lo-ei sempre que atualizares.
Bom texto, crônico (do deus Cronos).

Abraço,
Thiago

Lu Arroyo disse...

Será que encontrei uma forma de conhecer Brasília à distância?!Boas histórias! Prazer conhecê-lo por telefone. Prazer conhecê-lo pelo blog. Agora só falta pessoalmente!

Abraços,
Lu

ANIMAÇÕES disse...

caramba Marcelo..
muito show...
blog é uma coisa que vicia..
eu estou um tempo sem atalizar...
mas de vez em quando o faço...
aguardo um comentariozinho lá no animado desenho também

abração

Fernanda disse...

Fiquei no mínimo curiosa, com o tal do Bar do Luiz!

Ricardo Pipo disse...

Sou seu fã. Só não mais do que sou do Luiz!

Anônimo disse...

Preciso dizer que eu também sou seu fã, Pipo! Não mais que dos Melhores do Mundo!!

MAMESI

A arte da comunicação visual disse...

Meu pai trabalha nesse bar .